Mostrando postagens com marcador França: Louise Labé (1522 – 1566) - Soneto 1 / Sonet 1. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador França: Louise Labé (1522 – 1566) - Soneto 1 / Sonet 1. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Louise Labé (França: 1522 – 1566)




 Soneto 1


(Tradução de Wagner Mourão Brasil e Isaias Edson Sidney)


Se jamais houve alguém mais astuto que Odisseus,
Não teria previsto esse alguém que um tal rosto
Pudesse me causar tanta dor e desgosto,
Por ser o mais formoso e mais belo que um deus.

Tais belos olhos, no entanto, Amor, souberam cavar
Nesse meu coração inocente tal ferida
– Nesse coração quente a te dar sempre guarida –
Que tu, somente tu, tens poder de curar.

Cruel destino! Fez-me picar o escorpião,
E só posso esperar alívio para esse mal
Picando-me de novo esse mesmo animal!

Eu to suplico, Amor, paz ao meu coração!
Não tentes, no entanto, extinguir-me o querer,
Sem ele, eu estarei fatalmente a morrer.


Sonet 1


Si jamais il y eut plus clairvoyant qu'Ulysse,
Il n'aurait jamais pu prévoir que ce visage,
Orné de tant de grâce et si digne d'hommage,
Devienne l'instrument de mon affreux supplice.

Cependant ces beaux yeux, Amour, ont su ouvrir
Dans mon coeur innocent une telle blessure
– Dans ce coeur où tu prends chaleur et nourriture –
Que tu es bien le seul à pouvoir m'en guérir.

Cruel destin ! Je suis victime d'un Scorpion,
Et je ne puis attendre un remède au poison
Que du même animal qui m'a empoisonnée!

Je t'en supplie, Amour, cesse de me tourmenter!
Mais n'éteins pas en moi mon plus précieux désir,
Sinon il me faudra fatalement mourir. 





Jorge Seferis (Grécia: 1900 – 1971)

  Argonautas   E se a alma deve conhecer-se a si mesma ela deve voltar os olhos para outra alma: * o estrangeiro e inimigo, vim...