sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Paul Verlaine (França: 1844 – 1896)

Luar

  

A vossa alma é escolhida paisagem

A encantar máscaras e bergamascas

Enquanto dançam e o alaúde tangem

Um tanto tristes, em vestes fantásticas.

 

Em tom menor vão todos a entoar

O amor triunfante e a vida oportuna.

Não parecem na sorte acreditar,

E o que entoam ao luar se coaduna,

 

Ao calmo luar de beleza e mágoa,

Que induz a sonhar no arvoredo as aves

E a chorar em êxtase os jatos d’água,

Os altos jatos d’água, em meio aos mármores.

 

 

Clair de Lune

 

 

Votre âme est un paysage choisi

Que vont charmant masques et bergamasques

Jouant du luth et dansant et quasi

Tristes sous leurs déguisements fantasques.

 

Tout en chantant sur le mode mineur

L'amour vainqueur et la vie opportune.

Ils n'ont pas l'air de croire à leur bonheur

Et leur chanson se mêle au clair de lune,

 

Au calme clair de lune triste et beau,

Qui fait rêver les oiseaux dans les arbres

Et sangloter d'extase les jets d'eau,

Les grands jets d'eau sveltes parmi les marbres.

 




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